domingo, 11 de novembro de 2012

Devaneios de uma mente vagamente insana

Um toque, um olhar, um momento...fora tudo tão rápido, que mal se soube o que era, mal se soube o que viria a ser. Não fora amor, não fora paixão. Talvez fosse algo ainda sem nome, indescritível ao tato humano de querer sempre nomear algo novo, talvez fosse somente imaginação, pois somente um dos dois sentiu, somente um... pobre um! Talvez fosse feliz se não relembrasse aquele momento, se sua hábil mente não lhe desse o presente da fertilidade da imaginação. Fora tudo tão próximo, tão rápido, tão intenso para ele, fora algo que ainda não descobriu, algo que ainda não sentiu, e talvez não deveria sentir, afinal é isso que o mata! Deixar-se seduzir pelo momento, levitar pela esperança, respirar cada partícula daquele instante que em sua mente se tornou grande eternidade, só pelo capricho de ansiar em decifrar aquilo que sentiu. Mas queria mais! Queria poder decifrar com quem compartilhou do momento. Mas como em todas as vezes que se deixou levar, se deixou fantasiar a realidade lhe foi de grande lição, lhe devolvendo a gravidade em seus pés, que a muito já estavam longe do solo. Não morreu com a queda, somente se feriu, somente lhe foi retirado um pedaço de algo que também não sabia o que era, mas que soube que sentiria falta. Homem tolo! Deveria lembrar que momentos são feitos unicamente para viver ali e não ser lembrado nunca mais!

(Um Bêbado de Um Bar de Esquina)